Uma loja online que vende em Portugal deve aceitar MB WAY e referência Multibanco, além do cartão, do Apple Pay e do Google Pay. Muitos compradores portugueses pagam assim no dia a dia e contam encontrar estes métodos no checkout. Há duas formas de os ligar: através da Stripe, que aceita os dois diretamente, ou através de um fornecedor português, como a Easypay, a Eupago, a ifthenpay ou a SIBS. Em qualquer dos casos, a mudança não fica no botão de pagar: mexe no checkout, na forma como a encomenda é confirmada e na emissão da fatura. Explicamos cada parte.
Porque é que os clientes os procuram
O MB WAY permite pagar com o número de telemóvel e uma confirmação na aplicação, sem escrever os dados do cartão. Para quem não gosta de pôr o cartão num website que não conhece, é a forma mais rápida de comprar com confiança.
A referência Multibanco serve outro perfil. O cliente recebe uma entidade, uma referência e um valor, e paga mais tarde no multibanco ou no homebanking. É o método de quem não tem cartão para compras online, de quem prefere pagar a partir da conta, e de muitas empresas e associações que pagam encomendas pelo banco.
Quando estes métodos faltam, a perda acontece no pior momento: o cliente já escolheu os produtos, já preencheu a morada e desiste no último passo. Uma loja que vende sobretudo para Portugal sente isto mais do que uma que vende para toda a Europa.
Como funciona cada método
No MB WAY, o cliente escreve o número de telemóvel no checkout. A aplicação MB WAY mostra-lhe o pedido de pagamento, e ele tem um prazo curto, definido pelo fornecedor, para o aceitar. Enquanto isso, a loja mostra um ecrã de espera e passa para a confirmação assim que o pagamento é aceite. Se o prazo terminar, o cliente pode tentar de novo ou escolher outro método, sem perder o carrinho.
Na referência Multibanco, a loja gera a referência com um prazo de pagamento, mostra-a no ecrã e envia-a por e-mail. A encomenda fica registada como «a aguardar pagamento». Quando o cliente paga, o fornecedor avisa a loja, e só aí a encomenda avança. O intervalo entre a compra e o pagamento pode ser de minutos ou de dias.
No cartão, Apple Pay e Google Pay, o pagamento é imediato e a autenticação do banco acontece no próprio checkout. Mostramos os cinco métodos no mesmo passo, para o cliente escolher sem sair da página.
Que fornecedor escolher
A Stripe aceita Multibanco e MB WAY na mesma conta onde já recebe cartões, Apple Pay e Google Pay. Faz sentido para quem também vende para fora do país, tem subscrições ou quer um único painel para tudo. Os detalhes estão na nossa página sobre a integração Stripe.
A Easypay, a Eupago, a ifthenpay e a SIBS são fornecedores portugueses, com MB WAY e Multibanco como serviço principal. Fazem sentido para quem vende sobretudo em Portugal, prefere apoio em português ou já tem conta num deles. Comparamos as opções na página sobre pagamentos MB WAY, Multibanco e cartão.
Para escolher, olhamos para cinco pontos:
- os métodos de que precisa, hoje e daqui a um ano;
- as comissões de cada método, publicadas por cada fornecedor e que variam com o volume;
- o prazo em que o dinheiro chega à conta bancária;
- a plataforma onde a loja corre e a qualidade da ligação a essa plataforma;
- os reembolsos, que nem todos os fornecedores tratam da mesma forma em cada método.
A conta fica sempre em nome do seu negócio e o dinheiro entra diretamente na sua conta bancária.
O que muda no checkout
Aceitar MB WAY e Multibanco obriga a pensar em ecrãs que uma loja só com cartão não tem:
- Campo de telemóvel para o MB WAY, com o indicativo português já preenchido e validação do número antes de enviar o pedido.
- Ecrã de espera claro, com a indicação «Confirme o pagamento na aplicação MB WAY», o tempo que falta e um botão para escolher outro método.
- Página da referência Multibanco com a entidade, a referência e o valor bem legíveis, botões para copiar cada um e a data-limite de pagamento.
- E-mail com a referência, para o cliente pagar mais tarde sem ter de guardar a página.
- Stock reservado enquanto a referência está por pagar, e libertado se o prazo terminar.
No telemóvel, onde acontece boa parte das compras, estes ecrãs têm de funcionar sem zoom e sem obrigar o cliente a mudar de aplicação mais do que uma vez.
O que muda na confirmação
A regra mais importante é simples: uma encomenda só passa a paga quando o fornecedor de pagamentos o confirma. O cliente voltar à loja não prova nada. Por isso a loja recebe as notificações do fornecedor, verifica que são autênticas e só então muda o estado da encomenda.
Há mais três cuidados:
- A mesma notificação pode chegar duas vezes. A loja reconhece-a e não cria um segundo pagamento nem envia um segundo e-mail.
- Os pagamentos Multibanco podem demorar. Com a Stripe, por exemplo, a confirmação de um pagamento Multibanco pode levar alguns dias. A loja envia um lembrete antes de a referência expirar e cancela a encomenda se o pagamento não chegar.
- A equipa é avisada. Cada pagamento confirmado gera um aviso para quem prepara as encomendas, sem ninguém ter de abrir o extrato bancário.
O que muda na faturação
Em Portugal, a maioria das empresas tem de emitir as faturas num programa de faturação certificado pela Autoridade Tributária, e cada fatura leva ATCUD e código QR. As regras, incluindo os casos de dispensa, estão no Decreto-Lei n.º 28/2019 e no Portal das Finanças. Confirme com o seu contabilista o que se aplica ao seu negócio. O número de encomenda da loja não é uma fatura.
Na prática, ligamos a loja ao programa de faturação certificado que o negócio usa, através da API desse programa. Quando o pagamento é confirmado, a fatura é emitida com os dados da encomenda e enviada ao cliente. No checkout, um campo opcional pede o NIF a quem quer a fatura com contribuinte. Num reembolso, a loja emite a nota de crédito correspondente.
Os reembolsos merecem o mesmo cuidado. Pelo MB WAY, o dinheiro volta normalmente para a conta associada à aplicação. No Multibanco, depende do fornecedor: a Stripe, por exemplo, reembolsa pelo painel, enquanto outros pedem o IBAN do cliente para uma transferência. Convém saber isto antes de escolher, e explicar o processo na política de devoluções da loja.
Fazer isto à mão funciona com poucas encomendas por semana. Com mais do que isso, os erros aparecem: faturas esquecidas, NIF trocados e valores que não batem com o pagamento.
Um exemplo: a referência que fica por pagar
Um cliente escolhe Multibanco às dez da noite, recebe a referência por e-mail e fecha o separador. A loja reserva o stock e marca a encomenda como «a aguardar pagamento». Dois dias depois, sem pagamento, sai um lembrete com a mesma referência e a data-limite. Se o prazo terminar, a encomenda é cancelada, o stock volta a ficar disponível e o cliente recebe um e-mail curto a explicar o que aconteceu, com uma ligação para repetir a compra. Ninguém da equipa teve de intervir.
Lista de verificação
- O checkout mostra cartão, MB WAY, Multibanco, Apple Pay e Google Pay no mesmo passo.
- O pedido MB WAY tem ecrã de espera, prazo visível e alternativa.
- A referência Multibanco aparece no ecrã e no e-mail, com data-limite.
- O stock fica reservado enquanto a referência está por pagar.
- A encomenda só passa a paga com a confirmação do fornecedor.
- Há lembrete antes de a referência expirar e cancelamento depois.
- A fatura sai de um programa certificado pela AT quando o pagamento é confirmado.
- Os reembolsos geram nota de crédito.
Por onde começar
Se já tem uma loja, comece por ver que métodos o seu fornecedor atual já suporta: às vezes basta ativar o MB WAY e o Multibanco e ajustar o checkout. Se está a planear uma loja online nova, escolha o fornecedor antes de desenhar o checkout, porque é ele que define parte dos ecrãs.
Se quiser ajuda para escolher o fornecedor e ligar tudo, peça-nos um orçamento. Cada projeto é orçamentado à medida, a partir da loja que já tem ou da que quer construir.
